Fico sentada por um tempo que não sei medir. O quarto parece menor. O silêncio, maior.
Minhas mãos ainda tremem. Olho pra elas como se não fossem minhas.
Eu bati nele.
A imagem volta inteira, cruel.
Encosto a testa na parede.
— Idiota… — murmuro pra mim mesma.
Quero chorar, mas o choro não vem. Só esse aperto feio no peito, misturado com medo.
Será que ele vai me mandar embora amanhã?
Sento na cama outra vez, puxo os joelhos, abraço as pernas. Tento lembrar que eu não fiz nada errado antes daq