TARYN
Ninguém discute.
Kalinda mantém o rosto neutro, mas seus dedos se apertam no braço da cadeira. Noelia abaixa a cabeça. Meu pai não se move.
Caius faz um gesto breve para um dos guardas.
— Tragam Taryn.
Seu tom não soa como um pedido, mas como ordem.
Quando me aproximo, ele já caminha em direção à saída. Não olha para trás para verificar se o sigo. Não precisa. Eu vou.
Os corredores parecem mais estreitos agora que estou ao lado dele. O som dos nossos passos ecoa baixo, contido. Ele anda rápido, o corpo tenso, como se algo ainda estivesse vibrando sob a pele.
Chegamos a saída em poucos segundos e me surpreendo quando ele agarra minha mão e me puxa para mais perto.
A porta se fecha atrás de nós com um som surdo.
—Você não devia ter vindo aqui — diz, baixo.
— Por que me defendeu? — pergunto.
Minha voz sai mais frágil do que eu gostaria, e isso me irrita.
Ele se vira devagar.
— Porque eles estavam errados.
Ele retira o casaco de inverno com um movimento brusco e o joga sobre meus o