TARYNDina entra no quarto como uma rajada de vento frio. O rosto está pálido, os olhos arregalados de um jeito que faz meu estômago afundar antes mesmo que ela abra a boca.— Senhora… — ela começa, a voz falhando. Engole em seco, fecha a porta às pressas e corre até mim. — Você precisa fugir. Agora.Sento na cama num salto.— Fugir? — repito, ainda confusa. — Dina, do que você está falando?Ela não responde de imediato. Está tremendo. As mãos apertam as minhas com força excessiva, como se quisesse me ancorar ali, ou talvez impedir que eu faça algo estúpido.— Não há tempo — diz, por fim. — Eles estão vindo.— Quem?Antes que ela consiga responder, um grito rasga o ar do lado de fora.Depois outro.E então passos.Não os passos contidos dos criados, nem o ritmo disciplinado dos guardas. São muitos, descompassados, pesados. Gritos se sobrepõem, vozes masculinas carregadas de fúria, palavras cuspidas sem cuidado.Meu nome.Sinto o sangue gelar.— O que está acontecendo? — pergunto, já d
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