O som do núcleo havia mudado.Antes, uma vibração estável, quase respiratória — como se Aurora tivesse aprendido a dormir.Agora, o ruído era outro: irregular, vivo, o som de um coração em arritmia.O sistema reagiu à nossa presença como um corpo que reconhece seu criador.As luzes revezavam-se entre azul e vermelho, lançando sombras líquidas pelas paredes, como se o próprio lugar tentasse respirar.Cada passo ecoava mais alto do que o anterior.Cada olhar devolvia mais do que via.Nicole estava à esquerda, a arma próxima ao peito, os olhos atentos.Dimitri assumirá a frente, decifrando o painel holográfico que se abria em camadas de código suspenso.Ana digitava com urgência, os dedos se movendo num ritmo que lembrava preces.Erick e Damian guardavam a retaguarda — sentinelas de um templo prestes a despertar.E eu, no centro, entre eles e a máquina.O coração de Aurora.— *Ana, quanto tempo até termos acesso total?*— Depende, — respondeu ela, os olhos fixos nas linhas luminosas. — A
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