como se o mundo lembrasse: aqui não tem espaço pra fingir que tá tudo bem.Na área pediátrica, tinha poucas mães, poucas crianças, alguns carrinhos de bebê e um silêncio quebrado por tosses e chorinhos baixos. A gente senta na sala de espera: eu com Becah no colo, cada vez mais quente; Misa ao meu lado com Liam nos braços, que acabou pegando no sono, a boquinha aberta num soninho pesado.Misa não para quieto. Ele mexe a perna, olha pro corredor, passa a mão no cabelo, ajeita a postura. Três seguranças ficam próximos — perto demais — e eu sinto as pessoas ao redor incomodadas. Alguns olhares são de julgamento; outros, de curiosidade. E eu odeio isso, odeio de um jeito físico, como se fosse uma coceira por dentro.— Calma, Misa… é só uma febre. — falo baixo, tentando não chamar mais atenção.Ele vira o rosto pra mim.— Será que é só uma febre?— O que mais poderia ser? — devolvo, tentando me convencer também.Ele inspira, e a resposta vem como uma lâmina:— Saudade.Eu fico muda. Porque
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