Margo
Entramos na garagem em silêncio, do mesmo jeito que tinha sido todo o percurso até ali. O único som era o eco dos nossos passos no chão frio e o tilintar nervoso das chaves na mão do Misa. O ambiente estava quase vazio — só nós, alguns carros estacionados e dois deles pertenciam aos seguranças. O ar cheirava a óleo e concreto, aquele cheiro impessoal que combina com momentos em que ninguém sabe muito bem o que dizer.
Colocamos as crianças nos bebês-conforto com cuidado, como se qualquer m