Mais uma manhã em que acordava naquela casa enorme, com a sensação incômoda de estar sempre sozinha. Tudo parecia monótono, sem graça, como se os dias se repetissem do mesmo jeito, apenas mudando o horário da luz entrando pela janela.E, por mais que estivesse em “paz”, sem nenhuma pressão vindo de nenhum lado, Sara não conseguia negar o quanto estava triste.Desde o atentado contra Renato, não havia saído mais de casa. Se limitava a deixar o quarto apenas para comer e, às vezes, caminhava até o jardim para se encontrar com Humberto e trocar algumas palavras com ele. Era pouco, mas era o suficiente para que ela não se sentisse totalmente desconectada do mundo.Nos dias que se seguiram, viu a polícia ir até ali para averiguar o estado do veículo dele e recolher as imagens da câmera do veículo.Às vezes, via Odete pelos corredores, mas a mulher estava tão ocupada na ausência de Lorena que mal tinha tempo de parar. E Sara, com receio de atrapalhar, acabava se mantendo distante, falando o
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