Como estivesse sendo acusada de algo absurdo, Lorena piscou algumas vezes, antes de pensar no que responder.
— Do que você está falando?
Ao perceber que ela queria enrolá-lo, ele apenas apertou os dentes.
— Eu estou falando que a Sara foi até lá. A recepcionista deixou ela trocar de lugar com você. E quando ligaram para o quarto, você apareceu e disse que eu não queria vê-la.
A expressão dela mudou por um segundo. Muito rápido. Mas ele viu.
Ela tentou se recompor, mantendo o tom calmo.
— Renato… você está confundindo as coisas.
— Não, não estou — rebateu, frio. — Eu só quero ouvir da sua boca.
Tentando manter o controle, ela se aproximou da cama.
Sabia que precisava ser astuta e usar as palavras certas, senão só pioraria a situação com ele naquele momento.
— Tudo bem, admito que ela esteve lá e a mandei voltar. Mas fiz o que achei melhor naquele momento.
— Melhor para quem?
Sem saber o que responder, ela apenas ficou em silêncio. E aquilo para ele foi resposta suficiente.
— Você falou