Ele desviou o olhar com visível desprezo, sendo levado para o interior da casa. Foi aí que Sara sentiu como se o próprio corpo tivesse paralisado por alguns segundos.
— Está tudo bem? — Humberto perguntou, percebendo a mudança no rosto dela.
— Está — respondeu, tentando voltar ao normal. — Eu não sabia que ele chegaria hoje.
— Nem eu. Mas já faz quase uma semana que ele está no hospital. Era de se esperar que ele voltasse a qualquer momento.
— Tem razão — concordou. — Acho que vou até lá para saber como ele está.
— Tem certeza?
Sara soltou um sorriso sem graça.
— Eu não tenho… mas, de qualquer forma, não posso ficar aqui fora para sempre — brincou, tentando aliviar. — Nos vemos depois.
Humberto apenas assentiu e voltou ao que estava fazendo.
Sara começou a caminhar em direção à casa. Devagar, como se cada passo pesasse. O motorista que havia ajudado Renato já estava saindo quando a viu. Ele a observou por um instante antes de falar.
— Bom dia.
— Bom dia — ela respondeu, seguindo em fr