Desde que saiu do quarto de Renato e voltou para o quarto que costumava usar quando chegou naquela casa, Sara não parou de chorar.
Mais uma vez, havia sido humilhada e julgada por coisas que nunca fez.
Saber que Constança a odiava daquele jeito a deixava sem saída. E pensar que aquela mulher continuaria ali, dentro daquela casa, a deixava ainda mais aflita.
Porque sabia… Constança não mediria esforço nenhum para colocá-la mais para baixo.
Mais uma vez, sentia o corpo dolorido por conta do que Constança havia feito. O braço ardia, e o impacto da queda ainda latejava como se estivesse lembrando o tempo todo do que havia acabado de acontecer.
Parecia que o destino dela era sempre aquele. Ser empurrada, julgada, tratada como se não valesse nada.
O que eu devo fazer?
A pergunta vinha e voltava na cabeça dela, porque, naquele momento, sentia que não havia saída. Nenhuma.
Como não sabia o que fazer, ficou no quarto por longas horas. E decidiu que não sairia dali de jeito nenhum. Não queria c