— Era só o que me faltava… — Constança disparou, nervosa. — Por acaso feriram a sua cabeça também? Desde quando você começou a defender essa vadia?
Renato fechou a expressão na hora.
Percebendo que a mãe não daria trégua, ele não teve outra escolha. Apenas se virou para Sara.
— Será que você pode nos deixar um pouco a sós? — pediu, com educação.
— Claro — Sara respondeu, mordendo os lábios, sentindo o rosto queimar de vergonha pelas coisas que havia ouvido sobre si.
Renato sabia que a mãe não mediria palavras para ofendê-la. E, por mais que não sentisse nada por Sara, não podia deixar que ela fosse comparada com Raquel.
Porque, mesmo sem conhecê-la tão bem, sabia que Sara e Raquel eram bem diferentes.
Antes de sair pela porta do quarto, Sara ainda recebeu o olhar de desprezo de Constança mais uma vez. Ela respirou fundo e saiu em silêncio.
Assim que a porta se fechou, Constança se aproximou da cama e analisou o filho, como se ainda precisasse confirmar com os próprios olhos que ele es