Mesmo tremendo de raiva, Lorena não teve outra escolha a não ser sair da frente da porta. Então, Sara tocou a maçaneta e abriu.
Quando entrou, seus olhos e os de Renato se encontraram no mesmo instante.
Ele estava com o mesmo olhar de poucos minutos atrás. Distante. Frio.
Não que fossem próximos ou alguma coisa assim, mas havia algo nele que parecia contrariado com alguma coisa.
Devagar, ela se aproximou da cama e o observou por alguns segundos antes de dizer qualquer coisa. Renato parecia abatido e cansado.
— Bom dia — disse, com a voz baixa. — Como você está, Renato?
Ele pareceu rir de leve, como se aquela pergunta fosse uma audácia da parte da pessoa que não teve nem ao menos a consideração de procurar e perguntar por ele enquanto estava naquele hospital.
Então respondeu, com a voz nada amigável:
— Para a tristeza de muitos, eu ainda estou vivo.
Ignorando a resposta rude, ela se aproximou mais um pouco e se sentou na beirada da cama.
— Que bom que você está bem… Fiquei muito preocu