Ao ver a foto que Lorena lhe mostrava, Constança arregalou os olhos e tomou o celular da mão da governanta no mesmo instante, analisando a imagem mais de perto.
Naquele momento, estava tão surpresa com o que via que nem sequer cogitou que aquilo podia ser somente um registro de tela tirado de um vídeo, escolhido a dedo, no ângulo mais revelador possível.
— Que… vagabunda — sussurrou, depois de alguns segundos encarando a tela.
Então, ergueu o olhar para Lorena, ainda sem acreditar.
— Quando foi isso?
Como se quisesse tirar um peso das costas, Lorena revelou.
— Foi no mesmo dia em que o Renato sofreu o atentado.
Apertando o celular com força, como se aquilo fosse uma prova irrefutável, Constança sussurrou.
— No mesmo dia…
Fazendo uma expressão de vergonha fingida, Lorena continuou.
— Sei que é errado espionar as pessoas, mas quando vi os dois sozinhos perto da nascente, percebi que havia algo muito suspeito ali, por isso tirei a foto.
— Não se desculpe — pediu Constança. — O que fez fo