Eu estava no precipício, o meu corpo arqueado, um grito preso na garganta, pronta para cair no abismo do prazer que a língua de Pedro me prometia. Eu sentia a vibração dele contra mim, o calor, a urgência... E então, ele parou. Simplesmente parou. Afastou-se bruscamente, deixando-me fria, exposta e a tremer, suspensa numa agonia de "quase". Abri os olhos, a visão turva, e encontrei-o a olhar para mim, ainda de joelhos, com um sorriso cruel e satisfeito nos lábios molhados. — Eu disse que ia provar — sussurrou ele, a voz rouca. — Não disse que ia terminar. Ainda não. A frustração explodiu dentro de mim como uma bomba. — Você é um... — o insulto morreu na minha boca. Não esperei. Com uma raiva que era puro desejo, empurrei-o pelos ombros. Ele, apanhado de surpresa pela minha força, desequilibrou-se para trás. Não lhe dei tempo de recuperar. Avancei sobre ele, colando a minha boca na dele num beijo que não era um pedido, era um ataque. A água do chuveiro ainda caía sobre nós, mas eu
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