A luz da manhã invadiu o quarto sem pedir licença, desenhando linhas de poeira dourada no ar condicionado silencioso.
Eu pisquei, sentindo o peso familiar e possessivo de um braço sobre a minha cintura. Não precisei me virar para saber quem era. O cheiro dele — sândalo, almíscar e aquela fragrância única de homem que nenhum perfume caro conseguia imitar — estava impregnado em cada fibra dos lençóis de algodão egípcio e, principalmente, na minha pele.
Pedro dormia.
Era uma visão rara. O CEO implacável, o homem que fazia concorrentes tremerem com um simples levantar de sobrancelha, parecia quase... em paz. O cabelo escuro caía sobre a testa, suavizando as linhas duras do rosto.
Tentei me mover devagar, calculando a rota de fuga para o banheiro, mas o aperto dele na minha cintura aumentou. Mesmo dormindo, o radar dele funcionava.
— Se você estiver pensando em levantar para checar a bolsa de valores de Tóquio — a voz dele saiu rouca, grave, vibrando contra as minhas costas nuas —, eu vou t