A luz da manhã invadiu o quarto sem pedir licença, desenhando linhas de poeira dourada no ar condicionado silencioso.
Eu pisquei, sentindo o peso familiar e possessivo de um braço sobre a minha cintura. Não precisei me virar para saber quem era. O cheiro dele — sândalo, almíscar e aquela fragrância única de homem que nenhum perfume caro conseguia imitar — estava impregnado em cada fibra dos lençóis de algodão egípcio e, principalmente, na minha pele.
Pedro dormia.
Era uma visão rara. O CEO impla