Nicolas olhou para a lágrima que escorria pelo rosto de Anastácia e, por um momento, o machado em sua mão pareceu pesado demais. Ele o cravou no tronco de madeira que usava como apoio e deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. O tom brincalhão de antes sumiu completamente.:— Se os deuses estão olhando por você, Anastácia? — ele repetiu a pergunta, a voz baixa e ponderada. — Sendo sincero, eu não sei. Mas quem quer que tenha feito aquilo com você, certamente tinha a atenção deles.Anastácia piscou, limpando a lágrima rapidamente com as costas da mão. O coração dela acelerou.— O que você quer dizer com isso? Você me encontrou, não foi?— Sim, na base da montanha, logo após aquela tempestade de raios que quase partiu os pinheiros centenários ao meio — Nicolas começou, cruzando os braços e olhando para os picos rochosos por um instante, como se revivesse a cena. — Você estava desacordada no chão de terra e pedras, cercada por árvores arrancadas pela raiz que pareciam te
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