Nas profundezas fumegantes do Etna, Hefesto deu um passo atrás ao ver as carcaças de seus autômatos drenadas e destruídas. Antes que Perséfone pudesse forçar o ferreiro a falar, o chão sob os pés de ambos tremeu com uma intensidade completamente diferente da fúria do vulcão. Não era magma. Era a própria terra se abrindo, revelando uma fenda profunda, escura e fria.Daquela escuridão abissal, uma carruagem de ébano puxada por quatro cavalos negros como a noite emergiu. As rédeas eram seguradas por mãos firmes, adornadas com anéis de ferro estígio.Hades, o Senhor do Submundo, havia subido à superfície.Ele exalava uma aura de poder absoluto e sombrio, mas seus olhos, geralmente frios e impassíveis, fixaram-se em Perséfone. Ele sentira, lá do seu reino subterrâneo, o chamado das raízes negras e dos espinhos de obsidiana que a deusa da primavera invocara minutos antes. Era a energia do próprio Submundo despertando nela. E, no instante em que seus olhos negros cruzaram com o olhar esmeral
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