O Garoto da Turma ao Lado

O Garoto da Turma ao LadoPT

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Resumo
Índice

Allana é uma estudante do Primeiro ano do ensino médio e se apaixona pelo novato do último ano. O amor está disfarçado como uma pirraça com o garoto, que faz de tudo para a garota se render a ele. Obrigados a formarem uma dupla de um projeto que envolve todos do ensino médio, aprendem a conviver juntos. Até Allana se envolver com pessoas erradas e se tornar vitima da violência gratuita deles. Luan lutará para a tirar dessa vida e a trazer de volta como a conheceu.

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48 chapters
1
- Vamos! Por favor! Por favor! Por favor!Tamires pulava na minha frente tentando me convencer a sair para o intervalo. Eu estava sentada na minha carteira no fundo da sala, bem no canto onde não chamasse atenção, mas pudesse ver tudo o que acontecia ali.- Não quero! - disse com a voz manhosa e fazendo um biquinho. Ela sabia que eu falava sério apesar do tom de brincadeira.- Mas você não sai dessa sala desde que começou o ano! - Ela se inclinou em minha direção, apoiando as mãos em minha mesa.Seu cabelo curto tinha uma comprida franja que lhe cobria metade do rosto. Quando éramos mais novas era preto, agora ela o tinha descolorindo até ficar em um tom chocolate quase ruivo. Mantinha o lado contrário à franja atrás da orelha com um grande piercing transpassado. A corrente prateada brilhou sobre a blusa listrada de negro e branco, com as mangas
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2
 *Luan' Pov.* - Allana, você está vermelha! - me virei quando ouvi o nome dela ser dito alto.Ela estava parada a alguns metros de mim, um pouco para trás de suas amigas que a olhavam com dois grandes sorrisos vitoriosos. - Você gosta dele! Uma felicidade se estendeu pelo meu corpo e, eu apenas sorri de canto. Satisfeito com a noticia. - Vão se fuder! - Allana gritou, antes de marchar para a sala dela. Nunca a tinha visto furiosa antes, mas tenho que admitir que ela fica linda assim.Me transferi de escola no começo do ano. Uma questão de qualidade de ensino e blá, blá, blá... Os garotos eram fáceis de formar amizades e, no meu primeiro dia um grupo de quatro garotos me chamou para me enturmar com eles. Não poderia dispensar aliados em território desconhecido. Eles me levaram para a quadra da escola, onde filas j
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3
*Allana' Pov.*Bastardo, filho-da-mãe, vagabundo, conquistador barato! Quem ele pensa que é para fazer isso comigo? Só porque ele tem aquele sorriso de sacana que quer dizer que ele pode fazer o que quiser comigo! Não sou outra vadia dessa escola, se é isso que ele está pensando! Mas que merd@!Olhei para a folha rasgada a minha frente. Coloquei força demais em meu lápis de cor, até que o papel não aguentou. - Venha, pegue outra folha e comece de novo. - disse meu professor de artes, sem sequer me olhar.A sala estava silenciosa, exceto pelo ruído dos lápis de cor em suas sulfites. Me levantei de mal humor e peguei a droga do papel de uma pilha em frente ao professor. - Sem cemitérios dessa vez, por favor. - ele me olhava sobre os óculos na ponta do nariz.Eu mastiguei minha resposta de "Claro, é só o senhor ficar parad
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4
*Allana' Pov.*O maior dos meus sorrisos estava estampado em meu rosto. Finalmente estava um pouco melhor, e melhorava mais a cada vez que pensava no garoto se contorcendo de dor a minha frente. Apertei o Ipod em minha mão enquanto saia da escola para a rua. Poderia fazer isso mais vezes. Ceder às provocações e então, o fazer pagar por ser tão gostoso. Não! O fazer pagar por ser tão idiota e irritante!Sacudi a cabeça tentando por meus pensamentos no lugar. Quando cheguei em casa me enfurnei em meu quarto. Deitada na minha cama e olhando para o teto era o melhor jeito de pensar e entender o que pensava. Sorri quando me lembrei de minha vitória há alguns minutos, fechando os olhos para guardar cada segundo com exatidão.Queria muito me lembrar do motivo pelo qual estava feliz, mas só me vinha a mente quando tive aquela ideia absurda e genial, e o joguei contra a estante mai
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5
 *Allana' Pov.*Andrew Six gritava em meus ouvidos no meio da aula. Rolei o botãozinho dos meus fones, o pondo no máximo. Estava rabiscando um desenho qualquer no meu caderno enquanto a professora explicava o que aquelas linhas no quadro tinham a ver com matemática. Meu celular vibrou e eu o abri sob a mesa. Uma sms que abri na mesma hora. “Te ajudo a esconder o corpo”Era de Rosevani, minha outra amiga que estava sentada com a carteira colada na minha. Olhei para ela que me deu uma piscadela. Tirei um de meus fones e perguntei: - Como assim?- Está óbvio que você quer matar alguém desde o momento em que pus meus olhos em você. Até em seu desenho você mata ele...Ela espichou os olhos para meu caderno, vendo o desenho de um homem enforcado sendo comido por abutres. - É o Luan? - Quem?- Não se fa&cced
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6
Li rápido o que estava escrito ali. Romantismo. Vanguarda. Surrealismo. Quinhentismo. Minha esperança desapareceu. Seria uma aula muito pior do que pensei. - Vamos ficar com Surrealismo. – Luan falou escrevendo alguma coisa no próprio caderno. - Deveríamos entrar em acordo sobre o tema. - Surrealismo é legal. Vi um quadro que parece com Silent Hill. Rolei meus olhos. - Mas a teórica é entediante. Segunda geração Romântica é mais interessante. Ele ergueu as sobrancelhas.- Não parece o tipo romântica. – inclinou o corpo para mais perto de mim – Gosta de flores? – perguntou em um sussurro. - Não. E é sobre a era gótica, com muita morte e depressão. Não sobre romances tapados.Ele juntou as sobrancelhas, pensativo. Voltou para seu cadern
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7
* Allana Pov. *- Tá pronta pra ferver? – perguntei para Vany no outro lado da linha.Estava usando um jeans simples, tênis e uma blusa qualquer sob o casaco. Já tinha posto minhas roupas dentro de uma mochila e buscava minha escova no banheiro que havia no meu quarto. - Só falta a maquiagem, amor. – ela me respondeu – Já tá vindo? - Saindo daqui agora. Me dá uns dez minutos e vou estar na sua porta. - Tá bom.Desliguei o telefone, o guardando no bolso de trás do meu jeans e descendo as escadas com minha mochila sobre o ombro. - Já tô indo, mãe! – gritei. - Tudo bem. – ela me gritou de volta da cozinha – Divirtam-se vocês duas.Sai dali caminhei até o ponto de moto táxi que havia a duas quadras de casa. Minha mãe pensava que eu estava indo a uma fes
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8
- Vamos subir. – a tomei pelo pulso e a levei para o elevador, apertando o número do andar. Os números passavam lentos e isso me deu muita raiva. A espiei e ela assistia os números vermelhos subirem, já não parecia tão bêbada assim. As portas se abriram e ela se apoiou em meu braço para caminhar. Fomos até meu apartamento e ela entrou assim que eu abri a porta.Era só uma sala/cozinha pequena e meu quarto com banheiro ao lado. Liguei a luz e a encontrei entrando em meu quarto. A segui, mas estava escuro lá dentro. Já entrava no cômodo quando ela me jogou contra a parede, me beijando e tirando minha jaqueta. O sabor de álcool era forte, mas mais inebriantes eram as mãos dela invadindo minha camiseta e me arranhando.Agarrei com força os pulsos dela e a empurrei para a cama. Um sorriso malicioso passou pelos lábios dela de novo. Ela se sentou enquant
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9
* Allana Pov. *Acordei com muita sede. Meus olhos vagaram pelo quarto escuro tentando se acostumar com as sombras.Uma porta aberta na parede à minha esquerda deixava alguma luz entrar ali, mas só confundia mais minha visão. Me sentei e minha cabeça latejou, um sinal claro que bebi demais. Olhei para meu lado direito na cama, e um homem loiro dormia de bruços, nu como veio ao mundo.Tentei girar minhas pernas para fora da cama, porém as senti pesadas e um pouco dormentes. Sorri. Me lembrava em partes da minha noite anterior, principalmente que o sexo foi ótimo. Seja lá quem for ele, tinha uma língua dos deuses!Encontrei meu short caído no chão aos pés da cama. O vesti ainda sentada, ele não havia tirado o resto da minha roupa, do modo como gosto. Subi o pequeno zíper e tateei a procura do botão sem sorte. Cadê aquela coisinha?Ah! Minha
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10
Ele arrumou tudo e lavou a louça, enquanto eu assistia na minha banqueta. - A festa do pijama da sua amiga é bem agitada, né? Engoli em seco, observando-o secar as mãos em um pano de prato.- É. – não falei mais nada com medo de gaguejar. Qual é? Ele me olhava como se fosse meu pai sabendo que aprontei, e também nunca conversei com os homens que fiquei. A bem da verdade, nunca mais os via depois do sexo.- Só tem isso em sua defesa? - Ele ergueu as sobrancelhas, me avaliando – Mentiu para sua mãe, saiu com estranhos, se embebedou... Ele contava nos dedos as acusações. - Espera aí – interrompi fazendo sinal para ele parar – Como sabe se menti para minha mãe?- Tenho sangue de investigador. – piscou para mim, e senti minhas pernas se amolecerem de novo. – Ela é muito bonita,
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