Meu chef cozinheiro odiado

Meu chef cozinheiro odiado PT

Vania Grah  concluído
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Resumo
Índice

Amira Garcia, uma jovem alegre, tem sua vida drasticamente mudada, após uma tragédia tirar a vida de seus pais. Mudou-se de sua pequena cidade pacata do interior, para uma grande cidade, onde não conhecia ninguém. Entretanto, as coisas não saíram como ela havia planejado. Era como se as dificuldades não tivessem fim. Após ser despedida diversas vezes, devido seu temperamento difícil, a vida lhe reservava uma nova esperança, um trabalho que lhe trazeria novas razões para viver. Porém, seu novo chefe não será bondoso, muito menos gentil com ela. Ele fará de tudo para que ela desista do emprego. Todos do trabalho sentem medo dele por ser um péssimo chefe. Lorenzo Rivera, um chef de cozinha muito prendado e conhecido por seu mau-humor e exigências extremas terá que aprender lidar com uma nova funcionária, que virará seu mundo quase perfeito de pernas para o ar. A jovem traz confusão, porém, ensinará lições valiosas para esse homem quase sem coração. De inimigos há apaixonados em um piscar de olhos, os dois descobriram o valor do verdadeiro amor. Foto de capa site crello

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40 chapters
Prólogo
Amira Garcia O cheiro forte do campo me trazia um pouco de tranquilidade, mas só eu sabia o quanto estava sendo difícil. Meus olhos permaneciam fechados, aquela era a minha despedida, eu já não poderia viver na minha cidade do interior, todas as lembranças não me deixariam seguir em frente. — Essa falsa paz não me fará esquecer aquela tragédia. — murmurei, olhando em direção onde ficava minha casa, antes de ter pegado fogo acidentalmente e tirado tudo de mim. Três semanas haviam se passado desde que tudo aconteceu, eu estava sendo abrigada por um dos amigos do meu pai, todos na cidade estavam com pena da pobre órfã que perdeu tudo. Já não tinha lágrimas para c
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Capítulo 01
O despertador não parava de tocar, contudo, eu só queria dormir mais um pouco, porque no dia anterior caminhara bastante procurando trabalho. Quatro anos se passaram tão depressa, e minha tão desejada estabilidade financeira sempre estava mais distante. O emprego que havia passado mais tempo foi como caixa de um supermercado, durou seis meses, até eu ser expulsa mais uma vez devido ao meu jeito de agir impulsivamente, eu não poderia deixar ninguém abusar de mim como das outras vezes, precisei usar agressividade para me proteger.    Meus traumas do passado não me deixavam nenhum momento, tinha noites que os pesadelos pareciam reais de mais, e eu não tinha ninguém para me consolar, me isolar das pessoas era o melhor que eu poderia fazer, assim evitaria me machucar.    Tomei coragem e saí da cama, me alonguei antes de ir ao banheiro fazer minha h
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Capítulo 02
Lorenzo Rivera  Quando você tem tudo, ou, pelo menos, quase tudo, ser só mais um homem legal não faz diferença alguma, lá estava eu mais uma vez, sendo pressionado pelo meu pai, ele não era a melhor pessoa do mundo, e adorava se intrometer na minha vida.  — Filho, assuma suas responsabilidades! — meu pai disse furioso socando a mesa, eu quase cuspi o café que estava tomando, foi um erro ter ido visitá-lo naquela manhã, estava arrependido, sabia como tudo acabaria e mesmo assim fui.  — Não quero sua empresa! Por que não coloca a sua filha? Tudo que ela mais deseja é passar horas dentro daquele escritório. — ele sabia bem o quanto a empresa era importante para mi
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Capítulo 03
Amira Garcia Meu destino era mesmo fodido, logo no primeiro dia de trabalho quebrara meu nariz. Não estava acreditando ainda na coincidência de ser justo o poste ambulante que trabalharia ao meu lado. Ele sentia repulsa de mim sem ao menos disfarçar. — Se você quer sobreviver nesse lugar, melhor não causar problemas! — olhei em direção a porta assustada. Quem era aquela mulher para falar comigo daquele jeito? — Sou uma vítima. Não está vendo? — resmunguei, franzendo o cenho. Sua gargalhada escandalosa quase me deixou surda. Cruzei meus braços encarando aquela mulher que se aproximava de mim, ela parou na minha frente, socando um uniforme no meu peito com brutalidade, me fazendo dar um passo para trás. Ler mais
Capítulo 04
Lorenzo Rivera Minha casa era tão silenciosa que às vezes não suportava ficar sozinho, todavia, naquela noite só queria ficar no meu quarto. Olhei para o relógio na parede, era quase meia-noite. Eu estava estressado devido a uma mulher. Nunca tinha visto alguém como a Garcia antes. Uma mulher que falava sem pensar nas consequências, de certa forma, me deixou surpreendido porque apenas meu pai falava o que pensava de mim. Não pensei que estaria vivo para ver uma mulher como aquela falar sem medo o que pensava de mim. O que eu esperava? Esperava no mínimo educação, porém, ela deixou claro que não tinha. — Lorenzo, não pense mais nisso! — murmurei, sorrindo, enquanto recordava do quanto deixei a Garcia sem jeito. Por mais que ela tentasse desviar seu olhar, eu sabia muito bem pra onde estava
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Capítulo 05
Amira Garcia  Um pressentimento ruim estava me deixando triste, tentei não pensar ou querer entender o que poderia ser. Naquele dia cheguei um pouco mais cedo ao trabalho. Coloquei o uniforme e retornei para cozinha, para aguardar o babaca chegar. Infelizmente persentia que ele seria um problema e dos grandes pra mim. — Rivera chegou! — um garçom adentrou a cozinha gritando e todos ficaram em silêncio. Com um chefe como aquele conseguia entender a expressão de medo em seus rostos. Lorenzo entrou na cozinha indo diretamente para o trocador, não olhou para nenhum de nós. Minha convivência com ele seria bem difícil, um homem daquele amargo, não colocava medo à toa. Quando ele saiu feito trovão do trocador, em nossa direção, me assustei, algo não estava
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Capítulo 06
Lorenzo Rivera  Meu jantar do dia anterior com a minha irmã me fez refletir, Sarah tinha uma novidade, estava dedicando seu tempo as crianças abandonadas no orfanato, as histórias que ouvi me fizeram sair de lá envergonhado, senti vergonha porque sabia que não era diferente dos pais daquelas crianças. Um segredo escondido poderia mudar o jeito que minha irmã me enxergava, eu tinha uma filha que nunca quis ter, ela estava há alguns quilômetros de distância em um internato. Não lembrava do seu rosto, aquela criança era apenas uma bebê quando a deixei. O DNA foi feito duas vezes porque eu não queria aceitar aquele resultado. O que eu fiz? Chorei e entrei em desespero, estava me sentindo derrotado, porém, algo ainda poderia ser feito, pensando nisso paguei um bom advogado, e obtive a guarda def
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Capítulo 07
Amira Garcia  Eu queria momentos menos dolorosos, mas as coisas estavam cada vez pior, três semanas trabalhando no restaurante e nada mudava, minhas brigas com Lorenzo estavam incomodando os outros funcionários. Petra mais conhecida como fifi, apelido carinhoso que coloquei, não tinha um dia que ela me deixasse em paz.  — Não aguento mais, Flora. Por que sua mãe sofre tanto? — perguntei olhando para minha gata que estava lambendo sua patinha. Eu não estava exagerando, minhas costas doíam, meus pés estavam um pouco inchados, andava de um lado pro outro sem pausas no trabalho.  Nunca fui de fazer corpo mole, no entanto, meu corpo implorava por descanso, tudo que estava fazendo não era coisa de uma simp
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Capítulo 08
Lorenzo Rivera  Sibele brincava do meu lado, e eu não parava de pensar na besteira que fizera no restaurante mais cedo. Por que eu disse tudo aquilo? Queria entender porque palavras de conforto saíram da minha boca. O que ela estava fazendo comigo? Senti vontade de protegê-la, não hesitei em tocá-la, ver a Garcia daquele jeito me desesperou. Não queria machucá-la quando segurei firme seu braço, acabei me exaltando em excesso. Eu disse que tentaria mudar, falei coisas absurdas, foi loucura da minha parte, perdi a oportunidade dela ir embora da minha vida, praticamente implorei que ela ficasse.  Precisava afastar meus pensamentos e esquecer o que tinha feito.  — Filha, está gostando da escola? — pergun
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Capítulo 09
Amira Garcia  De frente para o delegado, expliquei tudo exatamente como aconteceu, e chorei algumas vezes recordando. Por que aquelas coisas aconteciam comigo? Um castigo? Mais por quê? O delegado parecia estar me analisando, seus olhos semicerrados me causou desconforto. Ele estava duvidando de mim? Passei minha mão suada na minha roupa, esperando que ele dissesse alguma coisa. — Então, alguém quer assassinar a senhorita, e não o reconheceu? — sua pergunta me deixou mais nervosa. Enquanto ele estava confortável na sua poltrona de couro preto, passando uma das mãos em sua barba grisalha, eu queria que tudo fosse um pesadelo.  — Como eu ia reconhecer, delegado? Ele estava mascarado! — afirmei, fechando minha
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