Em Liège, na mansão Barcello, Luca enfrentava os olhares pesados dos filhos.
Sofi seguia sem dirigir-lhe uma palavra desde o dia em que viu Dante sair dali dizendo que não voltaria.
Lian o pressionava para saber o que realmente havia acontecido.
— O que houve? Perguntou Lian, firme. — Nunca vi o Dante levantar sequer a voz para o senhor. Algo muito grave aconteceu para ele sair daquele jeito. Dante não é assim.
— Dante não gosta de ser contrariado nem controlado. Luca respondeu seco. — Já não me é fiel como antes.
— Não é como antes? Por quê?
— Ele questiona meus métodos. Por isso nos abandonou.
— Ele apenas seguiu o próprio caminho. Lian rebateu, incrédulo com as palavras do pai. — Também não queria que ele fosse, mas não o vejo como um traidor.
Sem esperar resposta, Lian saiu, deixando Luca sozinho no escritório, observando a paisagem pela janela, silencioso e pensativo. Lian ainda não sabia do atentado que Dante havia sofrido em Estrasburgo e nem da confusão em Verona.
Em Milão, Da