Dante a protegeu com o próprio corpo, com a própria vida.
Era inevitável. Era instintivo.
Se ele não tivesse cruzado o caminho dela, talvez Angeline nunca estivesse na mira de Marco.
E essa culpa queimava dentro dele como ferro em brasa.
Ele tinha que protegê-la.
A qualquer custo.
Quando sentiu o impacto da bala atravessar o ombro, o mundo tremeu brevemente. A dor veio quente, dura, mas irrelevante, diante do que realmente importava.
Porque logo depois ele viu os olhos dela: enormes, desesperados, fixos nele.
Por um instante, Dante quis apenas puxá-la para perto e provar de novo aqueles lábios, certificar-se de que ela estava viva, ali… dele.
Mas suas forças estavam indo. Ele sentiu.
O corpo vacilou.
E não havia tempo.
Ele precisava tirá-la dali antes que Marco tentasse de novo.
Agora, sob o sereno da noite, Angeline observava o fogo minguar. Depois entrou na casa e subiu as escadas quase se arrastando. Os pensamentos estavam em Dante, em cada segundo daquela cena terrível. Ela o viu