Dante seguiu pela estrada que levava à mansão, os dedos relaxados no volante, mas a atenção presa em Angeline, que segurava o cinto como se estivesse segurando os próprios pensamentos.
— No que está pensando? Ele perguntou, percebendo o silêncio dela.
Angeline suspirou, mexendo o cinto entre os dedos.
— Na cara da Margaret com aquela bagunça que você armou… Disse Angeline sorrindo e depois o sorriso sumiu um pouco. — E em como vou voltar para casa.
— Está preocupada com isso?
— Não é bem preocupação. Ela voltou a sorrir, os olhos ganhando brilho. — Mas eu gostaria de vê-la surtando.
O riso dela encheu o carro, leve, espontâneo. Dante desviou o olhar para ela apenas por um segundo, mas foi suficiente para o ânimo dele mudar. Tinha algo no sorriso dela que mexia com ele.
— Dante? Ela o chamou quando ele virou o carro para o portão.
— Hum? Ele apertou o botão para abrir o portão automático.
Angeline hesitou, mordendo o lábio como quem pondera revelar um segredo.
— Você poderia me ens