Conforme o carro avançava pela estrada, Dante percebeu Angeline inquieta. Ela mudava o peso do corpo, ajeitava o cinto, mexia nos dedos, como se algo dentro dela estivesse começando a apertar.
Ele lançou um olhar de soslaio.
— O que há? Perguntou, sem alterar o tom, mas atento.
Angeline demorou um segundo para responder. Olhou para a janela, onde as paisagens passavam rápido demais, quase borradas, como se o mundo inteiro estivesse indo para um lugar ao qual ela não queria voltar.
— Estamos ind