Angeline abriu os olhos devagar, ainda preguiçosa. O som suave das goteiras do lado de fora criava um ritmo quase acolhedor. Permitiu-se ficar ali, imóvel, aproveitando aquele instante breve de paz.
A paz, porém, se desfez no momento em que ouviu a porta se abrir.
Era Dante.
Ele entrou sem dizer nada, atravessou o quarto com um passo firme e desapareceu no closet. Ela acompanhou o movimento com os olhos semicerrados.
— Sei que já está acordada. A voz dele veio de lá de dentro, calma, direta, c