O clima no carro era ambíguo.
Ele mantinha os olhos fixos na estrada; ela, no reflexo da janela, evitando encará-lo.
Não demorou muito para que Colmar surgisse diante deles como uma pintura viva, casinhas coloridas, janelas floridas e o brilho das luzes dançando sobre os canais estreitos. O sol já se escondia, e o céu se tingia de cobre e lilás quando Dante decidiu parar.
— Vamos passar a noite aqui. Disse, num tom que não deixava espaço para discussão. — Não quero arriscar dirigir no escuro