Pela manhã, Rubens ainda estava no escritório.
Tentou dormir, mas não conseguiu. Um misto de raiva, impotência e preocupação o mantinha desperto.
Ele conhecia Angeline. Conhecia o potencial dela, o mesmo que tentou podar a vida inteira para mantê-la sob controle. Ela era como a mãe: cheia de vida, vontades próprias, brilho. Era exatamente isso que ele mais admirava nela.
E também o que mais temia.
Sentia-se inseguro diante daquela força. Como se nunca estivesse à altura. E, no fundo, sabia que