Pela manhã, Dante saiu com Angeline para tomar café no centro da cidade. Queria levá-la para conhecer Liège com calma, da outra vez em que estiveram ali, não houvera espaço para nada.
O céu estava claro, o trânsito ainda tranquilo. Angeline observava tudo pela janela, curiosa, enquanto Dante dirigia com uma atenção que não era apenas à estrada.
Foi então que ele identificou o carro de Oton no retrovisor.
Reduziu ligeiramente a velocidade, apenas o suficiente para confirmar. Não havia dúvida. Poucos segundos depois, os dois veículos parearam na estrada.
Oton baixou o vidro primeiro.
— Está voltando para Milão? Perguntou, lançando um olhar rápido para Angeline, controlando com esforço a surpresa que lhe atravessou o rosto.
Ela não deveria estar ali. Não daquela forma. Não depois de tudo.
— Não. Respondeu Dante, com naturalidade calculada. — Vou levar Angeline para tomar café.
O tom era casual, tranquilo.
Oton manteve o olhar por um instante a mais do que o necessário, avaliando a cena: