Naila
As ordens de Arthur foram curtas e precisas. Em poucos minutos, a sua secretária entrou na sala com um conjunto de peças elegantes e artigos de higiene, retirando-se logo em seguida com um olhar de pura discrição. Eu estava sentada numa das poltronas de couro, ainda a soluçar, o casaco dele sobre os ombros, sentindo-me pequena num ambiente que exalava poder.
Tentei falar. O meu peito subia e descia, mas as palavras eram como nós na garganta.
— Arthur... eu... eles... — o meu choro impediu