O silêncio que se seguiu às batidas de Arthur na porta foi muito mais aterrorizador do que os seus protestos.
Do lado de fora, a agitação cessou tão subitamente quanto começou. O silêncio que se instalou no corredor era pesado, denso. Eu continuava sentada no chão, as costas encostadas à madeira fria, com a respiração suspensa, esperando que ele voltasse a implorar, que arrombasse a porta, que me desse qualquer sinal de vida. Mas não houve nada.
Passaram-se dez, vinte minutos. A ausência de mov