Renato
Meu rosto ainda queimava não só pelo que fizemos, mas pela aparição completamente absurda do Antony com um pratinho de bolo.
Se eu viver cem anos… nunca vou esquecer disso.
Eu respirei fundo, tentando recuperar um mínimo de dignidade, e puxei o vestido para cima, ajeitando a alça que ele tinha baixado com tanta fome. Minha mão tremia. Meu corpo ainda pulsava.
— A gente… precisa voltar consegui dizer, a voz fraca, rouca demais para alguém que supostamente só “foi pegar um ar”. Minha amiga deve estar preocupada… e eu também preciso achá-la.
Rafael estava me olhando daquele jeito… como se estivesse memorizando cada detalhe meu. Ele não falou nada por um segundo. Só passou a mão devagar pela minha coxa, como se estivesse se despedindo dela, e depois se afastou para me ajudar.
Ele ajeitou meu vestido com cuidado, como se eu fosse uma coisa preciosa. Tocou meu cabelo, tirou alguns fios do pescoço. Depois arrumou minha maquiagem com o polegar, limpando um borrado de batom perto da