Renata
Entramos no quarto e o silêncio da noite parecia amplificar a eletricidade que ainda vibrava entre nós. Ele me olhava como se estivesse tentando recuperar o fôlego de tudo o que tínhamos vivido na sala, mas eu sentia que precisava mostrar algo a ele. Algo que guardei durante todo o tempo em que o oceano e o ressentimento nos separaram.
Caminhei até a cômoda e tirei, lá do fundo, uma caixinha rosa. Rafael arqueou as sobrancelhas, me observando com curiosidade enquanto eu a colocava sobre