Acordei devagar, como se meu corpo ainda estivesse testando se era seguro voltar ao mundo. A garganta ardia ao engolir em seco, mas a febre parecia distante não sumida, só menos dominante.
Virei o rosto.
Rafael dormia ao meu lado.
Por um segundo, achei que ainda estivesse sonhando. O cabelo levemente bagunçado, a barba por fazer, o maxilar relaxado de um jeito que eu raramente via. Sem a postura firme, sem o controle. Apenas ele. Humano. Cansado. Ali.
Observei cada detalhe como quem teme esque