Rafael
Quando voltei ao quarto para verificar a temperatura, algo em mim já sabia que não estava certo.
Encostei o termômetro na testa dela e esperei os segundos parecerem minutos. Renata se mexia inquieta, respirando rápido demais, a pele brilhando de suor.
O visor apitou.
39,5°.
Meu estômago afundou.
— Droga… murmurei, passando a mão pelos cabelos.
Ela gemeu baixo, virando o rosto no travesseiro.
— Rafa… chamou, a voz fraca. Tá quente…
— Eu sei respondi, tentando manter a calma que o corpo