Rafael
Quando cheguei ao hospital e não vi a Renata no corredor, senti o estômago revirar.
Ela nunca faltava. Nunca.
Perguntei a uma enfermeira, depois a um residente. Ninguém sabia dizer.
Aquela ausência gritava mais alto do que qualquer presença.
Encontrei o Antony no refeitório.
— Cadê a Renata? perguntei, direto.
Ele me olhou por cima do copo de café. Ainda estava visivelmente chateado comigo, mas respondeu:
— Ela avisou que não vinha hoje. Disse que está indisposta. Febre.
A palavra bateu