Renata
Voltamos para casa em silêncio. O cartão parecia pesar dentro da minha bolsa, como se não fosse só plástico, mas tudo o que eu tinha acabado de ouvir. Eu me sentia exausta, vazia. Só queria um banho.
Assim que paramos, desci do carro e fui direto para o quarto.
— Amiga, se quiser conversar… eu tô aqui, tá? a Ana falou baixinho.
Eu só concordei com a cabeça. Não tinha voz pra nada.
Entrei no banheiro, liguei o chuveiro e deixei a água cair sem nem tirar a roupa. Foi ali que eu desmoronei