Renata
Acordei antes do despertador.
O quarto ainda estava em penumbra, o silêncio quebrado apenas pelo ar-condicionado e pela respiração tranquila da Ana na cama ao lado.
Por alguns segundos, fiquei parada, encarando o teto.
O corpo cansado. A mente inquieta.
A imagem da minha madrinha na UTI vinha e ia, apertando meu peito do mesmo jeito que desde a noite anterior.
Levantei devagar e fui direto para o banho.
A água quente escorrendo pelos ombros me trouxe um pouco de alívio. Fechei os olhos,