Rafael
O escritório do Antony ficava no último andar do hospital, com paredes de vidro que davam para a cidade inteira. Itajubá parecia pequena dali de cima, organizada demais, previsível demais. Talvez fosse por isso que eu me sentia assim também.
Ele fechou a porta atrás de nós e indicou a poltrona à frente da mesa.
— Senta, Rafael.
O tom não era de brincadeira. Antony raramente misturava amizade com trabalho naquele espaço.
Afrouxei a gravata e me joguei na poltrona, passando a mão pelo ros