Abri a porta do apartamento e fui imediatamente envolvida pelo cheiro intenso da comida, que pairava no ar. Senti minhas mãos suarem frio. Tentei evitar a cozinha, mas antes que pudesse girar nos calcanhares, ouvi os passos dele.
— Você demorou! Fiz o jantar.
Olhei para o homem à minha frente e engoli em seco. Meu corpo inteiro se arrepiou ao vê-lo ali, de bermuda, chinelos e sem camisa, usando apenas um avental branco com desenhos de frutas.
— Não estou com fome — falei, a voz quase sumindo.
—