Precisei de um autocontrole sobre-humano para não levar Carolina de volta para o meu apartamento. Mas consegui. Depois de deixá-la no dela, voltei para o meu. Soquei o volante do carro repetidas vezes, tentando extravasar a raiva e o desejo incontrolável de voltar e fazê-la pagar por ter me tirado tanto do sério. Por pouco, não cometi uma besteira. A realidade me perturba, e de um jeito que nunca imaginei: Carolina Mendez derrubou todas as barreiras que eu tinha erguido para proteger meu coração.
Olho para o copo nas minhas mãos e já perdi a conta de quantas doses tomei. Nem o álcool é capaz de acalmar a tempestade que sinto por dentro. Não menti quando respondi a ela que tinha enlouquecido. É exatamente assim que me sinto. Não consigo comer, não tenho vontade de nada. Tudo que mais desejo é estar ao lado dela, respirar o mesmo ar que ela.
Por isso, tomei uma decisão. Não importa o quanto ela tente fugir, Carolina voltará para os meus braços. Encaro meu reflexo no espelho e sorr