Mundo de ficçãoIniciar sessãoAndrew
Me estabeleci rapidamente na cidade. De longe já vinha fazendo algumas investidas para os Beringer perder o dinheiro. Iria dar o xeque-mate em breve, e então descobri que o presidente da minha cooperativa iria se aposentar e passar o bastão para o filho, que era ninguém menos que o noivo de uma das Beringer. Eu não estava acreditando naquilo. Tanto trabalho e dinheiro investido na cooperativa para tirar clientes deles, para no final um playboy tolo incluí-los no meu projeto, e eles acabarem ainda mais fortes. Eu não sabia o que fazer, e resolvi começar a mostrar a cara. A primeira coisa que fiz foi enviar um recado para Jenny Beringer, dizendo que se ela não viesse se encontrar comigo, toda a história da filha dela seria espalhada pela cidade. Estava ansioso por esse encontro. Eu era sádico, sim. Queria conhecer a mulher que matou meu pai e destruiu minha mãe, enquanto ela ainda estava por cima. Pra avisar que ela ainda rastejaria aos meus pés. Quando cheguei ao hotel, meia hora antes do combinado, vi a confraternização das moças mascaradas. Elas pareciam bem animadas, e eu comentei isso com o barman da área comum: — Festinha animada entre mulheres, não é? — Despedida de solteiras. É bastante comum naquela área. — Despedida de solteiras não deveria ser em áreas privadas? — Sim. Estamos avançados, mas ainda hoje os papais se preocupam com o que suas filhas andam fazendo. A ideia de uma festa privada sendo vista por todos, meio que as inibe. — É uma boa ideia. Eu vou para meu quarto, tenho um encontro. Eu já posso pedir minha bebida aqui ou preciso pedir de lá? — Pode pedir e eu mando servir. Mas o quarto tem frigobar se o senhor preferir. — Eu quero um Dipple 18 anos cowboy, por favor. Fui para o quarto reservado e tirei o paletó, pendurando e enrolei as mangas da minha camisa. Dei um sorriso. Apesar de ser um hotel 5 estrelas, acabei de chegar na cidade e não conheço os funcionários. Como reservei o quarto com antecedência, para dar o número para Jenny, vai que todas as bebidas do frigobar estão batizadas, não é? Aquela mulher já usou esse truque uma vez com meu pai, eu que não iria arriscar. Melhor pedir direto da fonte e ser servido na hora. Como era um whisky cowboy e uma bebida extremamente cara, logo chegou minha garrafinha lacrada numa bandeja com um copo. E ao lado, uma embalagem com gelo de côco em bolas pequenas. Exatamente como eu imaginava. Abri minha garrafa, me servi ignorando o gelo e tomei meu whisky, olhando no relógio e vendo que faltavam cinco minutos para a chegada daquela mulher. Depois disso, tive flashes de memórias daquela noite… *-* Acordei sentindo o corpo quente de uma mulher loira adormecida ao meu lado. Sentei na cama e pensei: puta que pariu. Levantei, verifiquei minhas coisas e estava tudo no lugar. Vi as roupas espalhadas e comecei a ter flashes do acontecido. Foi uma noite bem quente e impressionante, como nunca me lembrei de ter tido antes. Resolvi que ia tomar um banho e depois acordar a moça, para saber quem ela era e como parou na minha cama. Sabia que ali viriam problemas, mas quando entrei no chuveiro e senti a ardência dos arranhões nas costas, me lembrei do momento que foram feitos em mim, sorri pensando que pagaria feliz o preço, pois foi uma noite memorável. Tomei um banho bem demorado, muitas vezes parando, tentando me lembrar da noite. Eu via flashes com a pele macia dela, o bico dos seios de mamilos rosados. Não eram nem grandes, nem pequenos, exatamente como eu gostava. Não vi o rosto dela e nenhum flash de memória me levava para ele. Apenas ela mordendo o lábio inferior e só de me lembrar disso, sentia uma ereção. Quase uma hora depois, resolvi sair do banheiro e ir acordá-la. Talvez, se eu já começasse tirando aquele lençol de cima do traseiro dela que vi quando me levantei, tendo apenas a visão de pernas bem torneadas lisinhas e as costas nuas, poderia ter outra sessão daquilo que me lembrava em flashes e me apresentar, saber o que aconteceu e o que ela queria. Mas pela minha experiência, não imaginava que aquele nível de entrega dela pudesse ser por interesse. Tive um flash: estava sentado na cama e ela por cima, com as costas arqueadas e eu a segurando pela cintura, ajudando subir e descer, e quando meu membro saia de dentro dela, pude vê-la squirtando. Eu nunca tinha visto aquilo acontecendo e sinceramente, achava que ejaculação feminina era uma lenda urbana. Lembro que na hora fiquei tão excitado, que a acompanhei em um orgasmo surreal e a lembrança da sensação me fez ter uma ereção tão violenta, que senti meu pau doer. Desliguei o chuveiro, puxando a toalha e a enrolando em minha cintura, e mesmo sem me secar saí do banheiro, apenas para descobrir que estava sozinho no quarto e não tinha nenhum vestígio da moça misteriosa. Fechei a cara e peguei meu celular, ligando para a minha equipe de seguranças mandando segui-la. E novamente me decepcionei, quando meus seguranças disseram que não saiu ninguém do quarto. Eles acompanharam as imagens a noite inteira. — Como não? Porque vocês não fizeram nada quando essa mulher entrou, sabendo que eu estava esperando outra pessoa? — Senhor, vamos enviar as filmagens para seu celular se o senhor preferir. Mas alguns minutos depois que o senhor recebeu a bebida pedida, nos ligou dizendo que seu encontro estava cancelado e que estava cansado, e ia dormir no quarto que pagou e não queria ser incomodado. Eu mesmo perguntei se era para suspender a vigilância, e o senhor respondeu que não precisava. Monitoramos a porta do seu quarto a noite inteira, como o senhor pediu. Desliguei o telefone e olhei pelo quarto inteiro, procurando vestígios de que a noite com a estranha não foi um sonho. E que realmente tinha uma mulher em minha cama quando acordei…






