Ponto de vista de Arthur
A casa ainda cheirava a lenha queimada e ao sabor quente do vinho que tínhamos dividido. Lá fora, a lua ainda pairava alta, testemunha silenciosa das nossas inquietações. Por dentro, eu sentia o corpo e a mente em espasmo depois do que tínhamos partilhado — Apolo, Mara e eu — naquele abandono que nos fez esquecer por instantes do mundo lá fora. E, no entanto, aquela mesma mulher ali, deitada entre nós, ainda estava ferida, magoada por algo que, para nós, parecia trivial