Ponto de Vista de Mara
A festa continuou.
De alguma forma absurda e quase irritante, tudo continuou.
Os músicos ainda tocavam perto da grande escadaria iluminada. Os empregados circulavam com bandejas cheias de taças cristalinas. Pessoas riam em pequenos grupos, fingindo que nada estranho havia acontecido.
Mas o clima tinha mudado.
Eu sentia.
Todos sentiam.
A tensão pairava no ar como fumaça invisível.
E no centro daquele caos silencioso… estava eu.
Respirei fundo enquanto segurava uma