Ponto de Vista de Mara
O som da festa voltou aos poucos.
Taças tilintando.
Música suave.
Risos espalhados em pequenos grupos.
Conversas elegantes carregadas de falsidade e curiosidade.
Mas para mim, nada daquilo existia de verdade.
O mundo inteiro havia se reduzido àquele homem.
Mesmo sem olhar diretamente, eu sentia sua presença como uma chama acesa no meio de um quarto escuro. Sabia onde ele estava. Sabia quando se movia. Sabia quando respirava mais fundo.
E isso me irritava.
Porque