A noite estava mais silenciosa que o normal. Nem os ventos ousavam uivar, e a lua, escondida atrás das nuvens, parecia observar tudo com desconfiança. Eu estava no quarto, ainda me recuperando das palavras cortantes e dos olhares de ódio que recebia de todos naquela casa. Meus pensamentos estavam confusos, divididos entre a raiva de estar presa e a estranha sensação de pertencimento que os gêmeos tentavam me impor.
Foi então que ouvi. Um som suave, como um lamento que atravessava as paredes. N