Capítulo 217
Manuela Strondda Lindström
Acordei no meio da madrugada sem saber exatamente o porquê.
Não foi um barulho. Nem um sonho ruim.
Foi um toque.
Os lábios de Hugo encostaram na minha boca, depois na lateral do meu rosto, um beijo curto e quente, carregado daquele silêncio que ele usava quando não queria me despertar de verdade. Abri os olhos só o suficiente para enxergar o contorno dele na penumbra.
— Só durma… — a voz saiu baixa, rouca de sono e de responsabilidade. — Eu j