Capítulo 149
Manuela Strondda
Meu sangue ferveu no instante em que vi aquela mulher se jogar nos braços dele.
Não foi um gesto discreto, foi íntimo. Familiar demais.
Braços ao redor do pescoço. Corpo colado. Confiança de quem já esteve ali antes.
Meu estômago virou.
Maledetto do diavolo.
A mão foi sozinha até o espartilho. O peso conhecido da arma deslizou para a minha palma com naturalidade. O metal frio acalmou algo dentro de mim.
Você vai morrer por me trair Hugo Lindström.
Apontei através do vidro.
Meu dedo firme no gatilho. A respiração controlada. O mundo afinou num túnel que só tinha os dois dentro.
Mas então algo mudou. Não durou dois segundos e Hugo explodiu. Agora ouvi o que ele berrou:
— Quem te autorizou a encostar em mim?!
O grito atravessou a sala como um tiro. No mesmo movimento, ele empurrou a mulher com violência suficiente para jogá-la contra um sofá ali. Ela caiu desequilibrada, ofegante.
Congelei.
Não era a reação de um homem pego