Sentei na cama dura, sentindo o colchão ceder pouco abaixo do meu peso, e apertei a bolsa contra o peito como se aquilo fosse a única coisa que ainda me mantinha de pé.
Meu coração batia rápido demais, não de cansaço, mas de alerta. Era como se cada instinto dentro de mim gritasse que algo estava errado. O silêncio daquele quarto não era tranquilo, era pesado, quase sufocante.
Liguei o ventilador que girava devagar, rangendo a cada volta, empurrando um ar quente e abafado que grudava na pele.