Passei horas dentro do carro de um completo estranho, agarrada à bolsa como se ela fosse a única coisa que me mantinha viva. O banco do táxi era desconfortável, o cheiro de estofado velho misturado com gasolina me deixava levemente enjoada, mas eu não reclamava. Nada podia ser pior do que voltar atrás.
No meio do caminho, pedi que ele parasse em uma loja pequena, daquelas de beira de estrada, com letreiro piscando e uma luz branca forte demais para aquele horário. Entrei rápido, sentindo os olh