BIA
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Eu era feliz.
Parece até estranho pensar nisso agora, mas eu era. Minha vida era simples, pequena, até limitada, mas, era feliz.
Depois que aquele homem horrível, que eu me recuso a chamar de pai, saiu de casa, tudo ficou mais leve. Nossa porta finalmente se abriu para a alegria, e a nossa mesa, mesmo com pouca comida, sempre teve abundância de amor.
Eu era a mais falante da casa. A mais brincalhona. A mais sensível também, mesmo tentando esconder.
Minha mãe sempre disse que eu era fe