Narrado por Natália Almeida
A maçaneta estava solta.
Pela primeira vez, a porta não estalou.
E pela primeira vez desde que fui jogada aqui, eu senti esperança.
O corredor estava silencioso.
Nenhum segurança. Nenhum som de passos.
Só o zumbido baixo do ar-condicionado e o cheiro de incenso queimando em algum lugar distante.
O palácio — ou melhor, a prisão de ouro — estava dormindo.
E eu?
Eu estava acordada.
Com o coração acelerad